segunda-feira, 14 de outubro de 2013

BARRIGA DE ALUGUEL
O que é?
    É um termo popular, utilizado para designar a gravidez por substituição, na qual uma mulher aceita engravidar com o objetivo de dar a luz a uma criança a ser criada por outros. O acordo entre os participantes  recebe o nome de contrato de gestação. Dessa forma o bebê pode ser filho biológico da gestante ou pode ser fruto da fertilização do óvulo, em laboratório, com posterior implantação no útero.

                                                
                                              http://galileu.globo.com/edic/126

Quais as técnicas utilizadas para essa gravidez?

    A técnica mais simples é a de inseminação artificial, chamada de fertilização “in vivo”. Essa técnica consiste de uma estimulação ovariana, para provocar a ovulação. É feita através de hormônios de forma controlada para não ocorrer uma hiperestimulação e conseqüente gravidez múltipla. Associado à estimulação ovariana, os espermatozóides são selecionados em laboratório e separados do líquido seminal que é substituído por um meio de cultura adequado.
    Os espermatozóides são injetados no útero da mulher. O que ocorre da seguinte forma: A paciente fica em posição ginecológica e o médico coloca um especulo (aparelho utilizado para exames ginecológicos) na vagina. Após desinfecção do orifício do colo do útero, um cateter é introduzido até o interior do útero, onde se injeta o concentrado de espermatozóide previamente selecionado. Após a injeção de espermatozóide o cateter é retirado. Não é necessário repouso além de 30 minutos que se seguem à inseminação.
Caso os gametas sejam do casal, a inseminação é chamada de Homóloga, caso os gametas sejam de outro casal, a inseminação é chamada de Heteróloga.
    Outra técnica mais moderna é a fertilização “in vitro”, na qual o embrião é formado fora do corpo da mulher. Esta consiste da inoculação de um espermatozóide no interior de um ovócito, seguida da transferência via vaginal do embrião (pré-formado) no útero                             
FERTILIZAÇÃO IN VITRO
O que é?
A fertilização in vitro (FIV) consiste em promover o encontro do ovócito II, popularmente denominado óvulo, com os espermatozóides fora do organismo da mulher. Em condições normais, esse encontro ocorre na tuba uterina.
Quais as modalidades de fertilização in vitro?
Existem duas modalidades:                                                                                    
  • FIV convencional - Os espermatozóides são colocados junto aos ovócitos em um ambiente que simula as trompas.
  • ICSI (do inglês: intra cytoplasmic sperm injection) - Consiste na injeção de um espermatozóide dentro do ovócito com auxílio de uma micropipeta e de um microscópio, quando sabe-se que não é possível ou é mínima a chance do espermatozóide fertilizá-lo por conta própria.
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Fig 1 e 2 (ICSI)        Fig 1-needle: agulha; sperm:espermatozóide; egg cell: célula ovo
Quais são as etapas da FIV?
            O primeiro passo consiste em estimular os ovários a produzirem mais ovócitos no ciclo ovulatório de tratamento. Este é totalmente controlado pelo médico, que orientará a paciente sobre cada medicação a ser utilizada. O preparo do ovário é monitorado por ultra-som que mostra, através do desenvolvimento dos folículos ovarianos, o momento certo da coleta dos ovócitos. Em seguida ocorre, então, a retirada dos ovócitos. O sêmen é coletado e processado no mesmo dia para que os espermatozóides possam ser colocados junto aos ovócitos (FIV convencional) ou injetados nos mesmos (ICSI). No terceiro dia após a coleta os embriões são transferidos para o útero da paciente.
Morfologia do pré-embrião humano.                 http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?199
A. Zigoto; B. Com 2 células; C. Com quatro células; D. Com oito células;                       E. Blastocisto (fase de implantação do embrião no útero)
 Quando é indicado?
A experiência inicial com a FIV teve como indicação principal as patologias tubárias sem possibilidade de correção cirúrgica. Posteriormente e de maneira progressiva, a partir do estabelecimento de melhores condições de cultivo, da otimização do processo de estimulação ovariana e da obtenção de ovócitos, que em conjunto determinaram a eficácia do procedimento, viu-se a expansão das indicações. Assim foi que, outras causas de infertilidade feminina e até mesmo algumas masculinas tiveram seu tratamento viabilizado por meio da FIV.                                                  Algumas das indicações de FIV:
• Ausência ou obstrução tubária
• Endometriose severa (presença do endométrio fora do útero)
• Fator masculino moderado
• Disovulias e/ou anovulias em falha de tratamentos anteriores
• Infertilidade sem causa aparente (falha de tratamento(s) prévio(s))
• Falência ovariana (programa de ovodoação)
 Um pouco mais sobre ICSI 
 Na técnia de ICSI, utiliza-se um microscópio potente e micromanipuladores capazes de segurar um único ovócito na extremidade de uma delicada pipeta de sucção e através de outra pipeta promove-se a penetração do espermatozóide selecionado para dentro do ovócito. A ICSI veio solucionar a maioria dos casos de infertilidade masculina e também alguns casos de infertilidade sem causa aparente, quando a fertilização não ocorreu por metodologia mais simples.
   
  1. À esquerda pipeta que segura o ovócito, à direita pipeta que irá injetar o espermatozóide (seta mostra espermatozóide dentro da pipeta injetora)
  2. Pipeta injetora penetrando no ovócito
  3. Pipeta injetora dentro do ovócito
  4. Pipeta injetora sendo retirada do ovócito
  5. Ovócito após a injeção
Qual o risco de gravidez múltipla por FIV e quais os perigos relacionados ?
 O Brasil é um dos campeões do mundo em gravidez múltipla: 42% das gestações por FIV resultam em gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e quíntuplos. A gravidez de triplos ou mais não é uma boa prática e deve ser evitada a todo custo. A gestação múltipla causa inúmeras patologias maternal, fetal e neonatal. Nesses casos, há mais chances de a gestante ter pré-eclâmpsia, tromboembolismo e diabetes gestacional. O bebê pode nascer com baixo peso, má-formação congênita e complicações cerebrais.
Esse assunto foi um dos mais debatidos no congresso da Sociedade Européia de Embriologia e Reprodução Humana, ocorrido em Copenhague. Segundo estudos apresentados, 70% dos ciclos de FIV promovidos por clínicas européias envolvem hoje a transferência de um único embrião. O fator financeiro é hoje um grande empecilho para que a FIV com um único embrião seja viável no Brasil tanto nos serviços públicos como nos privados devido à maior probabilidade de falhas do método nas primeiras tentativas e à necessidade de repetições. Além disso, a utilização de apenas um embrião e a ocorrência de falhas decorrentes disso ocasiona desespero em alguns casais e descrença quanto à validade da transferência de menos embriões.
 Referências Bibliográficas
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=202656
http://www.gineco.com.br/infert10.htm
http://www.materdei.com.br/qvc/informacoes/fiv.jsp
http://www.abdelmassih.com.br
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?199

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para espinha bífida, realizada dentro do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica iria registar talvez o grito a favor da vida mais eloqüente conhecido até hoje.
Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tennessee, aquilo que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebê tirou sua mão pequena do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do doutor que estava a operá-lo.
A espetacular fotografia foi publicada por vários jornais nos Estados Unidos, e cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto. A mão pequena que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander Armas, nascido a 2 de dezembro de 1999 (no dia da foto ele tinha 21 semanas de gestação). Quando pensamos bem nisto, a foto é ainda mais eloquente. A vida do bebê está literalmente por um fio; os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigir a anomalia fatal e fechá-lo para que o bebê continuasse seu crescimento normalmente.
Por tudo isto, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias efetuadas no mundo.
A história por trás da imagem é ainda mais impressionante, pois reflete a luta e a experiência passadas por um casal que decidiu esgotar todas as possibilidades, até o último recurso, para salvar a vida do seu primeiro filho.
Essa é a odisséia de Julie e Alex Arms, que moram na Geórgia, Estados Unidos. Eles lutaram durante muito tempo para ter um bebê. Julie, enfermeira de 27 anos de idade, sofreu dois abortos antes de ficar grávida do pequeno Samuel. Porém, quando, completou 14 semanas de gestação, começou a sofrer câimbras fortes, e um teste de ultra-som mostrou as razões. Quando foi revelada a forma do cérebro e a posição do bebê no útero, o teste comprovou problemas sérios.
O cérebro de Samuel estava mal-formado e a espinha dorsal também mostrou anomalias.
O diagnóstico, como já era esperado, foi de que o bebê sofria de espinha bífida e eles poderiam decidir entre um aborto ou um filho com sérias incapacidades.
De acordo com Alex, 28 anos, engenheiro aeronáutico, eles sentiram-se destruídos pelas notícias, mas o aborto nunca seria uma opção. Em vez de se deixar ir abaixo, o casal decidiu procurar uma solução pelos seus próprios meios e foi então que ambos começaram a procurar ajuda através da Internet. A mãe de Julie encontrou uma página que trazia detalhes de uma cirurgia fetal experimental desenvolvido por uma equipa da Universidade de Vanderbilt. Deste modo, entraram em contato com o Dr. Joseph Bruner (cujo dedo Samuel segura na foto) e começou uma corrida contra o tempo.
Uma espinha dorsal bífida pode levar a danos cerebrais, gerar paralisias diversas e até mesmo uma incapacidade total. Porém, quando pode ser corrigido antes de o bebê nascer, muitas são as chances de cura. Apesar do grande risco por o bebê não poder nascer ainda naquele momento, os Arms decidiram recomendá-lo a Deus. A operação foi um sucesso. Nela, os médicos puderam tratar o bebê, cujo tamanho não era maior do que o de um porquinho da índia - sem o tirar do útero, fechar a abertura originada pela deformação e proteger a coluna vertebral de modo a que os sinais vitais nervosos pudessem ir agora para o cérebro.
Samuel tornou-se o paciente mais jovem que foi submetido a esse tipo de intervenção e é perfeitamente possível que um dia Samuel Alexander Armas aperte novamente a mão do médico Bruner.
Samuel nasceu numa quinta-feira, 2 de dezembro, às 18:25 h no Northside Hospital, após 35 semanas de gestação, e foi para casa no dia 6 desse mesmo mês.

CÉLULAS TRONCO
 O que são?
São células que possuem a capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras e a outros tecidos do corpo, comoossosnervosmúsculos e sangue. Por esse motivo as células-tronco são importantes, principalmente na recuperação de tecidos danificados por doenças cardiovascularesneurodegenerativas,diabetes tipo-1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas da medula espinhal e nefropatias. 
                            
www.incl.rj.gov.br

O que é a clonagem por divisão embrionária?

            Além da técnica de clonagem reprodutiva supracitada, que recebe o nome de transferência nuclear, pode-se obter um clone humano separando-se as células de um embrião em seu estágio inicial de multiplicação celular, células estas totipotentes. Esta outra técnica é conhecida como divisão embrionária.
No caso da divisão embrionária, a separação provocada das novas células de um embrião produz simultaneamente novos indivíduos geneticamente idênticos, porém diferentes de qualquer outro existente, por exemplo, como ocorre na natureza, quando da geração de gêmeos univitelinos.
No caso da transferência nuclear se reproduz assexuadamente um indivíduo igual ao outro previamente existente, como foi realizado no caso da ovelha Dolly, ou com a mesma constituição genética de um embrião ou feto. Neste último caso, poderá ocorrer a interferência do genoma mitocondrial do sujeito que doou o óvulo para a reprodução clônica, o que poderá resultar em pequenas diferenças genéticas entre o sujeito clonado e o clone.
                                                                                                         


















Anexos Embrionários