segunda-feira, 14 de outubro de 2013

FERTILIZAÇÃO IN VITRO
O que é?
A fertilização in vitro (FIV) consiste em promover o encontro do ovócito II, popularmente denominado óvulo, com os espermatozóides fora do organismo da mulher. Em condições normais, esse encontro ocorre na tuba uterina.
Quais as modalidades de fertilização in vitro?
Existem duas modalidades:                                                                                    
  • FIV convencional - Os espermatozóides são colocados junto aos ovócitos em um ambiente que simula as trompas.
  • ICSI (do inglês: intra cytoplasmic sperm injection) - Consiste na injeção de um espermatozóide dentro do ovócito com auxílio de uma micropipeta e de um microscópio, quando sabe-se que não é possível ou é mínima a chance do espermatozóide fertilizá-lo por conta própria.
1 2
Fig 1 e 2 (ICSI)        Fig 1-needle: agulha; sperm:espermatozóide; egg cell: célula ovo
Quais são as etapas da FIV?
            O primeiro passo consiste em estimular os ovários a produzirem mais ovócitos no ciclo ovulatório de tratamento. Este é totalmente controlado pelo médico, que orientará a paciente sobre cada medicação a ser utilizada. O preparo do ovário é monitorado por ultra-som que mostra, através do desenvolvimento dos folículos ovarianos, o momento certo da coleta dos ovócitos. Em seguida ocorre, então, a retirada dos ovócitos. O sêmen é coletado e processado no mesmo dia para que os espermatozóides possam ser colocados junto aos ovócitos (FIV convencional) ou injetados nos mesmos (ICSI). No terceiro dia após a coleta os embriões são transferidos para o útero da paciente.
Morfologia do pré-embrião humano.                 http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?199
A. Zigoto; B. Com 2 células; C. Com quatro células; D. Com oito células;                       E. Blastocisto (fase de implantação do embrião no útero)
 Quando é indicado?
A experiência inicial com a FIV teve como indicação principal as patologias tubárias sem possibilidade de correção cirúrgica. Posteriormente e de maneira progressiva, a partir do estabelecimento de melhores condições de cultivo, da otimização do processo de estimulação ovariana e da obtenção de ovócitos, que em conjunto determinaram a eficácia do procedimento, viu-se a expansão das indicações. Assim foi que, outras causas de infertilidade feminina e até mesmo algumas masculinas tiveram seu tratamento viabilizado por meio da FIV.                                                  Algumas das indicações de FIV:
• Ausência ou obstrução tubária
• Endometriose severa (presença do endométrio fora do útero)
• Fator masculino moderado
• Disovulias e/ou anovulias em falha de tratamentos anteriores
• Infertilidade sem causa aparente (falha de tratamento(s) prévio(s))
• Falência ovariana (programa de ovodoação)
 Um pouco mais sobre ICSI 
 Na técnia de ICSI, utiliza-se um microscópio potente e micromanipuladores capazes de segurar um único ovócito na extremidade de uma delicada pipeta de sucção e através de outra pipeta promove-se a penetração do espermatozóide selecionado para dentro do ovócito. A ICSI veio solucionar a maioria dos casos de infertilidade masculina e também alguns casos de infertilidade sem causa aparente, quando a fertilização não ocorreu por metodologia mais simples.
   
  1. À esquerda pipeta que segura o ovócito, à direita pipeta que irá injetar o espermatozóide (seta mostra espermatozóide dentro da pipeta injetora)
  2. Pipeta injetora penetrando no ovócito
  3. Pipeta injetora dentro do ovócito
  4. Pipeta injetora sendo retirada do ovócito
  5. Ovócito após a injeção
Qual o risco de gravidez múltipla por FIV e quais os perigos relacionados ?
 O Brasil é um dos campeões do mundo em gravidez múltipla: 42% das gestações por FIV resultam em gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e quíntuplos. A gravidez de triplos ou mais não é uma boa prática e deve ser evitada a todo custo. A gestação múltipla causa inúmeras patologias maternal, fetal e neonatal. Nesses casos, há mais chances de a gestante ter pré-eclâmpsia, tromboembolismo e diabetes gestacional. O bebê pode nascer com baixo peso, má-formação congênita e complicações cerebrais.
Esse assunto foi um dos mais debatidos no congresso da Sociedade Européia de Embriologia e Reprodução Humana, ocorrido em Copenhague. Segundo estudos apresentados, 70% dos ciclos de FIV promovidos por clínicas européias envolvem hoje a transferência de um único embrião. O fator financeiro é hoje um grande empecilho para que a FIV com um único embrião seja viável no Brasil tanto nos serviços públicos como nos privados devido à maior probabilidade de falhas do método nas primeiras tentativas e à necessidade de repetições. Além disso, a utilização de apenas um embrião e a ocorrência de falhas decorrentes disso ocasiona desespero em alguns casais e descrença quanto à validade da transferência de menos embriões.
 Referências Bibliográficas
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=202656
http://www.gineco.com.br/infert10.htm
http://www.materdei.com.br/qvc/informacoes/fiv.jsp
http://www.abdelmassih.com.br
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?199

Nenhum comentário:

Postar um comentário