quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dúvidas Freqüentes

          A criança surda que faz sinais pode falar?

Todo surdo pode falar. A nossa experiência tem nos mostrado que as crianças que sinalizam desde cedo, apresentam um desenvolvimento de fala e escrita melhor. Quando começam aprender a falar, este ato já tem um significado e, por isso, colaboram mais nas terapias. As terapias podem ser explicadas para a criança e ela pode, quando está maior, dar sua opinião dizendo o que gosta, ou não gosta e o que quer. Aprender a falar, para o surdo, requer um grande esforço, é um treinamento que deve ser feito por muitos anos, e com muita colaboração da família.




O que é Libras
Libras significa Língua Brasileira de Sinais e é a língua visual/gestual utilizada pela comunidade surda do Brasil. O surdo não aprende sozinho a Libras. Ele precisa conviver com um surdo adulto que use esta língua para que possa adquirir língua e linguagem. Existem sinais diferentes em outras regiões do país, como também acontece com algumas palavras da Língua Portuguesa. A Libras, tem uma gramática própria que é diferente do português. Devemos aprender a Libras com um surdo que seja envolvido com a comunidade surda. Não é uma língua difícil de aprender, mas precisa de empenho e uso freqüente.



http://www.ecs.org.br/site/Interna/Cur_duvidas.aspx acesso 14/08/2014

Você conhece algum bebê surdo?

As crianças pequenas não contam se ouvem bem ou não. É necessário que os adultos estejam sempre atentos ao menor sinal de perda auditiva.

A criança pode ter perda auditiva se:
  • tem parentes que nasceram surdos;
  • a mãe teve rubéola na gravidez;
  • o parto foi demorado;
  • nasceu prematura ou com menos de 1,5kg;
  • teve icterícia (ficou amarelinho) quando nasceu;
  • teve meningite;
  • tomou medicamento ototóxico.
Fique atento se a criança:
0 a 3 meses
  • não acorda com barulhos fortes.
  • 3 a 6 meses
  • não movimenta a cabeça em direção aos sons.
  • 6 meses a 1 ano
  • não emite sons.
  • não reconhece o próprio nome.
  • 1 a 2 anos
  • não compreende palavras cotidianas.
  • não reconhece o próprio nome e o das pessoas próximas.
  • não forma frases curtas.
  • Até 3 anos
  • não conversa assuntos do dia a dia.
  • não obedece a ordens simples.
  • não conversa com outras crianças.
  • http://www.ecs.org.br/site/Interna/Bebe.aspx acesso 14/08/2014

    terça-feira, 12 de agosto de 2014



    A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

     Breve histórico sobre a surdez

    Durante a antiguidade, em algum, as comunidades pensava-se que as crianças deficientes eram uma manifestação da presença da divindade ou que poderiam absorver os males que recairiam sobre o grupo. Os Gauleses, por exemplo, sacrificavam crianças surdas ao deus Tutátis.
    As crianças com deficiência poderiam ser mortas, era considerado um estorvo, principalmente para os povos nômades. No Egito, por exemplo, as pessoas com deficiência eram exterminadas ao nascer ou durante suas vidas. Os Hebreus, por exemplo, consideravam que estes teriam "impureza" ou pecado, sendo a deficiência uma punição de Deus.
    Os Gregos e os Romanos não consideravam o deficiente como um ser humano, isso porque para a sociedade da época, uma pessoa só vivia e/ou existia se pudesse trabalhar estudar, lutar ou se pudesse se comunicar.
    Na Idade Média, os monges que viviam em convento faziam um voto de silêncio, não podendo se comunicar de forma alguma. Assim foi criado um código por meio de sinais na qual conseguiam se comunicar sem que houvesse a emissão sonora.
    Neste período, estes mesmos monges foram chamados pela Igreja Católica para se tornarem responsáveis pela educação das crianças e jovens dos castelos, pois os filhos dos Reis eram, em sua grande maioria, surdos.
    Isso ocorria devido aos casamentos entre membros da mesma família, para que a herança não fosse deixada para famílias que não fossem nobres. A Igreja Católica era beneficiada com tal atitude, pois os nobres contribuíam de forma bem generosa com a igreja.
    Na Idade Moderna, as pessoas surdas ou deficientes começaram a ser valorizadas devido aos trabalhos e avanços educacionais. Em 1660 foi idealizado o primeiro alfabeto manual para o auxílio à educação dos surdos, pelo padre Bonet (1579-1633). Os estudiosos passaram, através dos séculos, a ter grande interesse por este tipo de ensino, pois trazia enorme benefício financeiro, já que as famílias que se utilizavam de professores eram nobres.

    http://monografias.brasilescola.com/educacao/lingua-brasileira-sinais-no-contexto-escola-bilingue.htm acesso 12/08/2014.