Gliconeogênese: Produção de glicose em
células animais
Alguns tecidos como cérebro, hemáceas, medula renal, cristalino e
córnea, testículos e músculo esquelético em atividade exigem um suprimento
contínuo de glicose como combustível metabólico (quadro 7.1). O glicogênio
hepático pode preencher essas necessidades por um curto período
de tempo. Durante o jejum o glicogênio hepático é depletado e a glicose é
formada a partir de precursores não açúcares como o lactato, glicerol, piruvato
e aminoácidos. Aproximadamente 90% da gliconeogênese ocorrem no
fígado e os restantes 10% ocorre no rim.
Assim, normalmente, os rins têm um papel menor, a não ser em jejum
prolongado, quando se torna importante órgão gliconeogênico. Está claro,
portanto, que mesmo nos casos em que as necessidades calóricas possam
ser atendidas por outras fontes, há sempre uma necessidade basal de glicose.
Além disso, a glicose é o único combustível a fornecer energia para o
músculo esquelético em condições anaeróbicas. É o precursor do açúcar
do leite na glândula mamária e é absorvida ativamente pelo feto. Esses
mecanismos servem para eliminar do sangue os produtos do metabolismo
de outros tecidos, como o lactato produzido pelos músculos e eritrócitos e o
glicerol que é continuamente produzido no tecido adiposo.
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