terça-feira, 15 de abril de 2014

Construindo uma educação de qualidade

Família e escola quais os papeis?
Conceituar o papel de cada uma destas instituições importantes da sociedade, família e escola, eu diria que é quase impossível. Tornaram-se hoje grandes fontes de problemas. A família perdeu seu núcleo pai-mãe-filho, tornando-se um amontoado de pessoas vivendo sob o mesmo teto ou até em tetos diferentes, tentando educar o filho com suas visões de mundo, para assim encaminhá-los à escola.
Por outro lado, a escola inconformada com o que tem recebido das famílias se põe no papel de responsável em educar e ensinar o pedagógico e, em inúmeras vezes, perde seu principal foco: a formação pedagógica desse indivíduo.
A inversão dos papéis da escola e da família junto à sociedade é muito nítida, por exemplo, antes de um processo alfabetizador, a escola precisa integrar esse aluno, advindo de uma família que o criou até então como centro do universo. Essa não deveria ser apenas responsabilidade da escola, devendo ter sido trabalhada pela família.
Perde-se muito tempo dando possibilidade para que essa criança entenda que precisa se colocar no lugar do outro, que respeite seus colegas como deseja ser respeitado, tarefa simples que deveria ter sido feita pela família. O papel educador é responsabilidade da família, para que o papel pedagógico possa ser exercido pela escola com boa qualidade.
O caminho e a parceria entre família e escola é fundamental. Ambas precisam se acolher, se entender e se ajudar para o bem comum desse indivíduo, preparado como pessoa para viver em sociedade. Porém, sempre cabe à família educar e estar alerta, pois o contrato com a escola pode ser rescindido, mas o contrato de pai, mãe e filho é para a vida toda. Portanto, é muito importante exercer os papéis com sabedoria e responsabilidade de todos.

Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/educacao-e-midia/familia-e-escola-quais-sao-os-papeis/ Acessado em: 15-04-2014.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A educação no Brasil melhorou. Mas para quem?



Nesta quarta-feira, 14, especialistas em educação se reuniram no 2º Seminário Internacional do Centro Lemann de Stanford. O evento, que trouxe profissionais da Universidade de Stanford, assim como especialistas brasileiros, tinha como objetivo a análise da situação das escolas brasileiras, assim como a da preparação dos professores.
De acordo com Paula Louzano, professora da Faculdade de Educação da USP, o Brasil enriqueceu, mas a educação não acompanha o bom momento na economia do país: apesar dos índices terem apresentado uma leve melhora, ela está longe do progresso ideal. O Secretário de Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, apresentou dados que mostram que os níveis de educação e alfabetização em nível nacional aumentaram - enquanto em 1995, 15,8% dos brasileiros com mais de 15 anos eram analfabetos, hoje, o número está em 8,8%.
Mas Deschamps atribui essa melhora ao aumento de poder aquisitivo da população e não a uma melhora na educação pública. "Menos de 30% dos egressos do Ensino Médio vão para a universidade. E 1,6 milhão de jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. Ainda são números muito negativos", afirma.
Não só o acesso, mas a qualidade da educação oferecida também foi apontada como um problema por Deschamps: "Hoje os alunos da escola pública têm um período de três horas de aula por dia, se levados em conta intervalos e faltas. Outro aspecto cultural da educação brasileira que deveria ser abolido é o Ensino Médio noturno. Isso é uma aberração. Mas precisa existir porque a sociedade tem a ideia de que o jovem precisa começar a ajudar a família financeiramente desde muito cedo. Mas e o aproveitamento escolar?".
A solução? Louzano defende a criação de padrões para a avaliação do ensino público: um currículo básico e a avaliação de professores. "Quando falamos de padrões há quem fique com um pé atrás. A ideia não é determinar os métodos ou acabar com a diversidade cultural no ensino do Brasil, mas traçar metas e objetivos a serem alcançados ao fim de um período. Esses seriam os padrões". A professora cita, como exemplos, a avaliação de professores usada no Chile. "Precisamos nos reunir e decidir que padrões serão avaliados, quais são os objetivos. No Chile a avaliação dos professores demorou seis anos para ser formatada".
A melhora nestes níveis também passa pelo aumento na verba da educação. De acordo com Deschamps, hoje, no dinheiro gasto em educação pública, a União tem uma participação de apenas 20% - o resto vem de cofres estaduais e municipais. Além disso, uma noção mais exata do que seria o investimento da educação precisa ser popularizada. Segundo o secretário, a mídia trata a melhoria na educação apenas como 'um aumento no salário dos professores e melhora na infra-estrutura das escolas' quando, apesar desses itens serem importantes, há mais investimentos a serem considerados. "Muitos professores não usam nem a tecnologia mais básica da sala de aula, que é o quadro negro", exemplifica, para ilustrar que há casos de falta de preparo em profissionais da educação pública.
Estes investimentos não mostrariam resultados imediatos e sim a longo prazo. "Mas se me perguntassem se eu estaria disposta a começar um projeto para a melhoria da educação que desse resultado só daqui a 10 anos a resposta é que, sim, eu etaria disposta", conclui Paula Louzano.

  • disponivelhttp://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI341198-17770,00-A+EDUCACAO+NO+BRASIL+MELHOROU+MAS+PARA+QUEM.html acesso 14/04/2014

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Leucemia doença hematologica humana





 A  leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos de origem na maioria das vezes não conhecida..Ela tem como principal característica o acúmulo de células anormais na medula óssea,
O tipo de leucemia mais frequente na criança é a leucemia linfóide aguda , a leucemia melóíde aguda e mais comum em adulto.
Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo tem destruir as células leucêmicas,para que a medula óssea volte a produzir células normais.
O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com associação de medicamentos (poliquimoterapia) controle das  complicações infeccioosas e hemorragias, para algumas casos e indicado o transplante de medula óssea.










http://www.youtube.com/watch?v=OrHccXYMLZU acesso 29/10/2013 as 21:40


A leucemia e uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos)de origem,na maioria das vezes não conhecida,ela tem como principal característica o acumulo de células jovens.
Os principais sintomas da leucemia decorrem do acumulo dessa células na medula óssea prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos.



DOENÇAS HEMATOLÓGICAS do sangue


Leucemias
        O sangue é composto por uma porção líquida, o plasma, e de células (elementos figurados) de três tipos básicos: os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas. Estas células passam por diversos estágios de desenvolvimento, antes de atingirem a maturidade. As leucemias são os tumores derivados destas células precursoras, que ainda não atingiram a maturidade.
        A observação das células anômalas em um hemograma (blastos), ou o predomínio excessivo de um determinado tipo celular (linfócitos, precursores de neutrófilos) sugerem uma leucemia. Em todos os casos se fazem necessários exames de medula óssea (mielograma, biópsia) para confirmações, sendo ainda freqüentemente necessários outros estudos complementares, como a imunofenotipagem e a citogenética (cariótipo). Toda a investigação e tratamento devem ser conduzidos pelo médico hematologista.
        As leucemias dividem-se basicamente em agudas e crônicas, e em mielóides e linfóides. Portanto, temos 4 tipos principais:
  • Leucemia Mielóide Aguda: é uma doença geralmente bastante grave, agressiva, que pode causar queda no número de glóbulos brancos, de glóbulos vermelhos (anemia) e das plaquetas; ou ainda elevação de glóbulos brancos com presença de células imaturas. Pode atingir qualquer faixa etária. O paciente muitas vezes apresenta infecções, sangramentos, febre e cansaço. O tratamento consiste de quimioterapia, transfusões de sangue e plaquetas, antibióticos, em geral sendo necessária internação. Em determinados casos há indicação de transplante de medula óssea;
  • Leucemia Linfóide Aguda: é a leucemia mais comum na infância, quando tem excelente prognóstico. Pode, porém atingir também outra faixas etárias. Como a anterior, pode também ser uma doença agressiva, ocasionando os mesmos transtornos sanguíneos e clínicos. Também seu tratamento inclui quimioterapia (em geral prolongada), tranfusões e antibióticos, entre outros. Em alguns casos pode ser necessário o transplante de medula óssea;
  • Leucemia Mielóide Crônica: doenças mais comum após os 50 anos, é bastante indolente, em geral manifestando-se com um acentuado aumento dos leucócitos e às vezes de plaquetas. Geralmente o paciente tem poucos sintomas; um deles pode ser desconforto abdominal, por aumento do baço. O tratamento inclui quimioterapia oral, alfa-interferon, e atualmente o novo medicamento STI571 (mesilato de imatinib). O transplante de medula óssea é uma alternativa terapêutica que pode ser curativa;
  • Leucemia Linfóide Crônica: doença em geral observada nos idosos, é bastante indolente na maioria dos casos, causando poucos sintomas. Às vezes a suspeita vem de um hemograma solicitado apenas para um "check up" periódico ou pré-operatório. Em alguns casos, porém, pode ser mais agressiva, causando aumento do fígado, baço e gânglios linfáticos ("ínguas"), sudorese, febre e perda de peso. No sangue em geral há um aumento acentuado do número de linfócitos (um dos subtipos de glóbulos brancos). O tratamento nem sempre é necessário, pois em casos iniciais não leva a benefício algum, conforme comprovado no mundo todo por inúmeras publicações. Quando indicado, inclui quimioterapia (oral ou venosa), antibióticos, e às vezes transfusões, corticóides e imunoglobulinas.
Linfomas
        Os linfomas são tumores que se desenvolvem a partir de gânglios linfáticos, ou de áreas que contenham células semelhamentes às dos gânglios (p. ex., intestino, estômago, vias aéreas, etc.). Um ou mais gânglios aumentados (popularmente chamados de "ínguas"), não dolorosos, às vezes acompanhado de febre, suores noturnos e perda de peso compõem o quadro clínico mais comum destas doenças. Podem surgir em qualquer idade, e em alguns raros casos atingir outros órgãos (pulmão, sistema nervoso, pele). Mais comumente restringem-se aos gânglios linfáticos, baço e fígado, e esporadicamente infiltram a medula óssea.
        O termo genérico "linfoma" na verdade engloba uma ampla gama de tumores do sistema imunológico, dividindo-se basicamente em 2 grupos: linfomas não-Hodgkin (LNH) e linfomas de Hodgkin (LH). Em todos os casos o diagnóstico exige confirmações através de biópsia na área envolvida, complementada sempre que possível por imunohistoquímica. Uma vez confirmado, é realizada uma série de exames para o estadiamento tumoral, que visa avaliar a extensão da doença. Entre estes exames, tomografias, ultrassonografias, biópsia de medula óssea e exames de sangue (DHL, albumina,etc.).
        O tratamento dos linfomas é muito diversificado, de acordo com o subtipo identificado, e deve ser conduzido por um hematologista. Atualmente, além da quimioterapia convencional, do suporte transfusional e de antibióticos, existem outras alternativas de grande importância, como os anticorpos monoclonais, medicamentos que combatem seletivamente as células cancerosas com mínimos efeitos colaterais. Uma opção cada vez mais usada e fundamental no tratamento de linfomas é o transplante autólogo de medula óssea (TAMO). Consiste na coleta de células medulares (através de um processo denominado aférese) durante o período de controle (remissão) do tumor, sendo estas células congeladas a seguir. Posteriormente, o paciente submete-se a altas doses de quimioterapia, visando eliminar totalmente qualquer resíduo tumoral. Tais doses poderiam provocar danos muito profundos à sua medula óssea; nesta etapa é então devolvida a ele sua medula anteriormente coletada e congelada, o que leva rapidamente à sua recuperação, concretizando o TAMO. Este procedimento permite, portanto, o uso de quimioterapia em doses bem maiores que as convencionais sem prejuízo ao paciente, elevando acentuadamente suas possibilidades de sucesso terapêutico. Deve ser realizado por hematologista com experiência na área.
Mieloma múltiplo e Plasmocitomas
        O mieloma múltiplo é um tumor originário da medula óssea, a partir do crescimento anômalo de uma das células do sistema imunológico, o plasmócito. É uma doença observada comumente após os 50 anos. A doença provoca geralmente destruição óssea, levando à dor e às vezes fraturas e pequenos traumas. As células tumorais produzem uma proteína anormal (gamaglobulina monoclonal), que pode ser detectada no sangue e na urina. Esta proteína em excesso, aliada a um aumento dos níveis de ácido úrico e cálcio (pela lesão óssea), provoca um dano aos rins, progressivo e grave. A situação pode ser piorada se há infecções, devido à paulatina queda de imunidade do paciente. Com a medula óssea afetada e os rins danificados, e lembrando que estes têm uma função essencial no estímulo da produção dos glóbulos vermelhos, a grande maioria dos pacientes acaba apresentando anemia.
        O mieloma nem sempre atinge todo o esqueleto. Quando localizado em um único osso é chamado plasmocitoma solitário. Se localizado em uma área fora do esqueleto (p.ex., intestino, pulmão, seios da face, faringe), chamamos plasmocitoma extra-medular.
        O diagnóstico do mieloma é complexo, e exige a confirmação da presença dos plasmócitos anômalos, seja por biópsia da área afetada, seja por punção da meduçla óssea (mielograma). Deve-se ainda demonstrar a presença da proteína anormal e/ou as lesões ósseas. Há tabelas com critérios diagnósticos específicos, e outras para estadiamento da doença, que permitem avaliar sua extensão e seu prognóstico.
        O tratamento do mieloma múltiplo deve ser conduzido por um médico hematologista, e envolve o controle da anemia, das lesões ósseas, da insuficiência renal, e o combate direto às células tumorais. Este é realizado através da quimioterapia (oral ou venosa) e, quando possível, do transplante autólogo de medula óssea (TAMO), elemento terapêutico importantíssimo no tratamento dessa doença, levando a um ganho na sobrevida e na qualidade de vida. Em certos casos, há indicação ainda de outras alternativas, como a talidomida oral e a radioterapia. Apesar de todas estas opções, na maioria das vezes o mieloma é passível de controle prolongado, mas raramente de cura definitiva.
Fonte: Serviço de Hematologia e Hemoterapia-http://www.shhsjc.com.br/siteshh.htm




Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO -  
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/286/doencas-hematologicas#ixzz2j9d9OEG3 acesso29/10/2013 as 19:54hs

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Video Tecido Muscular


A contração muscular,o músculo esquelético  e responsável por diversas atividades,como andar até expressa sentimentos :sentimentos muitas vezes violentos ou  sublimes.O músculo cárdico forma as paredes do coração sua função, e bombear sangue para o corpo levar oxigênio e nutrientes para células. O tecido muscular liso , responsável em contrair e relaxar  permitindo a diminuição ou aumento dos diametros dos vasos.


disponivel acessottp://www.youtube.com/watch?v=xsKtR8TsyMQ

Tipos de tecidos


Nos animais vertebrados há quatro grandes grupos de tecidosmuscularnervosooconjuntivo (abrangendo também os tecidos ósseo, cartilaginoso e sanguíneo) e o epitelial, constituindo subtipos específicos que irão formar os órgãos e sistemas corporais.

Por exemplo: O sangue é considerado um tecido conjuntivo, com diversificadas células (as hemácias, os leucócitos e as plaquetas) e o plasma (água, sais minerais e diversas proteínas).
Nos invertebrados estes tipos de tecido são basicamente os mesmos, porém com organizações mais simples. A maioria dos tecidos além de serem compostos de células, apresentam entre elas substâncias intracelulares (intersticiais).



Especificação dos tecidos básicos

Epitélio → revestimento da superfície externa do corpo (pele), os órgãos (fígado, pulmão e rins) e as cavidades corporais internas;
Conjuntivo → constituído por células e abundante matriz extracelulas, com função de preenchimento, sustentação e transporte de substâncias;

Muscular → constituído por células com propriedades contráteis;

Nervoso → formado por células que constituem o sistema nervoso central e periférico (o cérebro, a medula espinhal e os nervos).



Epitélios de revestimento

Funciona como uma membrana que isola o organismo, ou parte dele, do meio externo. Está relacionado ao revestimento e proteção de superfícies externas (por exemplo, na pele) e internas (por exemplo, no estômago). Atua, também, na absorção de substâncias, na secreção de diversos produtos, na remoção de impurezas e pode conter vários tipos de receptores sensoriais (notadamente na pele).

Pele: Órgão de contato
Nos vertebrados, a pele é importante órgão de contato com o meio. A conquista do ambiente terrestre pelos vertebrados tornou-se possível, entre outras coisas, a partir do isolamento e proteção do corpo e de mecanismos de relação do ser vivo com o meio. O tato, a visão, a olfação, a gustação e a audição são úteis no relacionamento do animal com o ambiente. A pele, órgão responsável pelas sensações táteis, apresenta diferentes tipos de “sensores”, que registram e informam ao ser vivo variações de temperatura (calor ou frio) e pressão (toques, choques, pancadas). A pele é, ainda, importante órgão de defesa contra diversos tipos de agentes infecciosos.

Tecido Epitelial de Revestimento Pluriestratificado Pavimentoso Queratinizado. Microscopia óptica. (E) Epiderme, (D) Derme, (SC) Células queratinizadas e cera.
Considerando o corpo inteiro, a pele de uma pessoa chega a pesar 5 Kg e tem uma área total de 18 m2. É, portanto o maior órgão do nosso corpo.

A histologia da pele
Nos mamíferos, a pele é órgão composto por duas camadas: epiderme e derme.
A epiderme é um tecido epitelial pluriestratificado. É formada por estratos (ou camadas), dos quais destacam-se o estrato basal (também chamado de estrato germinativo), que fica apoiado na derme e é formado por células de aspecto cúbico. Nessa camada é intensa a atividade de divisão celular mitótica, que repõe constantemente as células perdidas no desgaste diário a que a superfície desse tecido está sujeito. À medida que novas células são formadas, elas vão sendo “empurradas” para formar as demais células, até ficarem expostas na superfície da pele.
derme é uma camada formada por tecido conjuntivo do tipo denso, cujas fibras ficam orientadas em diversas direções. Vários tipos de células são encontrados, destacando-se os fibroblastos e os macrófagos. Nervos, terminações nervosas, diferentes tipos de corpúsculos sensoriais e uma ampla rede de capilares sangüíneos cruzam a derme em várias direções. Ela é um importante tecido de manutenção e de apoio. Os nutrientes existentes no sangue difundem-se para as células epidérmicas.
Nos mamíferos, a derme é atravessada por finas faixas de células musculares, os músculos eretores dos pêlos, cuja contração é involuntária e permite aumentar a camada de ar retirada entre os pêlos, que contribui para o isolamento térmico. Mecanismo semelhante ocorre nas aves, com as penas.
Abaixo da derme, há uma camada de tecido conjuntivo frouxo, o tecido celular subcutâneo (também conhecido como tela subcutânea e hipoderme), que não faz parte da pele, mas estabelece a sua ligação com as estruturas adjacentes, permitindo o seu deslizamento. Em determinadas regiões do corpo, a hipoderme contém um número variável de camadas de células adiposas, formando o panículo adiposo (o popular “toucinho de porco”), importante como reserva de energia, isolante térmico e facilitador da flutuação na água.